Ena pá! Passou tanto tempo desde que escrevi mais qualquer coisinha no meu pequeno espaço! Isto é o quanto a Mariana me consome.
Mas hoje não é a ela que dedico este momento.
O que eu quero mesmo escrever é, como não podia deixar de ser, algo sobre o assunto que está agora tão em alta: somos sim ou não? E a favor de quê?
Para mim, um filho é a mais pura forma de amor.
E como já ouvi nestas campanhas, também eu o digo: a 1ª ecografia que vi da Mariana, na altura o "Feijaozinho", foi das coisas mais marcantes da minha vida. Era uma bolinha de 7 cm, com cerca de 8 semanas, com um minúsculo coraçaozinho a bater vigorosamente, a afirmar que ela estava ali e vinha para ficar!
E estar grávida foi o grande marco da minha vida, de mim, de como eu me via, de todo o meu eu.
Mas há uma importante coisa a acrescentar a toda esta conversa, que não é dita em determinadas campanhas.
A Mariana é a coisa mais bonita que fiz na minha vida e eu amo-a de uma forma que só posso explicar dizendo que ela esteve no meu corpo e eu senti-a tantas vezes e a sua vida dependia de mim e eu já a amava sem saber quem ela era!
É uma experiência maravilhosa. MAS porque eu e o João pensámos nela, planeámo-la, desejámo-la e quisemos tê-la. Eu quis tê-la!
Eu sou inteiramente pelo sim à despenalização do aborto! Como poderia pensar o contrário?
E não queiram confundir as coisas e baralhar as ideias!
Não estamos a discutir quando começa a vida nem se somos a favor ou não do aborto. Como poderíamos sê-lo? Ninguém, nenhuma mulher, deseja abortar de ânimo leve.
Espero nunca ter de passar por essa dolorosa decisão. Espero que a Mariana também não.
Mas espero que, se tal acontecer, a Mariana possa optar livremente no seu país, e procurar um local de saúde público onde seja clinicamente tratada e seguida, sem riscos para a sua saúde e sexualidade.
Claro que desejo que o Estado Português melhore o apoio à maternidade e paternidade (coisa que ainda está muito fraquinha!!!), melhore o planeamento familiar, melhore a informação e formação dos seus cidadãos.
Mas todos sabemos que um casal com uma vida sexual responsável, corre o risco de uma gravidez indesejada. Não há métodos 100% eficazes! Ou deverá o casal simplesmente recorrer à abstinência???
O que tem de mudar é a nossa forma de olhar para a realidade.
O aborto é praticado por todo o país, numa clínica privada sem recibo, numa cozinha, num vão de escadas. Não é pelo facto de ser proibído que este flagelo desaparece. E há muita gente que enriquece desta forma, abusando do medo, da vergonha, da insegurança das mulheres que não podem ir a Espanha.
Por este motivo, só nos resta o passo mais digno: dar a cada mulher, a cada casal, a liberdade de optar. É só isto.
Pelo futuro alegre e feliz dos nossos filhos!
Mas hoje não é a ela que dedico este momento.
O que eu quero mesmo escrever é, como não podia deixar de ser, algo sobre o assunto que está agora tão em alta: somos sim ou não? E a favor de quê?
Para mim, um filho é a mais pura forma de amor.
E como já ouvi nestas campanhas, também eu o digo: a 1ª ecografia que vi da Mariana, na altura o "Feijaozinho", foi das coisas mais marcantes da minha vida. Era uma bolinha de 7 cm, com cerca de 8 semanas, com um minúsculo coraçaozinho a bater vigorosamente, a afirmar que ela estava ali e vinha para ficar!
E estar grávida foi o grande marco da minha vida, de mim, de como eu me via, de todo o meu eu.
Mas há uma importante coisa a acrescentar a toda esta conversa, que não é dita em determinadas campanhas.
A Mariana é a coisa mais bonita que fiz na minha vida e eu amo-a de uma forma que só posso explicar dizendo que ela esteve no meu corpo e eu senti-a tantas vezes e a sua vida dependia de mim e eu já a amava sem saber quem ela era!
É uma experiência maravilhosa. MAS porque eu e o João pensámos nela, planeámo-la, desejámo-la e quisemos tê-la. Eu quis tê-la!
Eu sou inteiramente pelo sim à despenalização do aborto! Como poderia pensar o contrário?
E não queiram confundir as coisas e baralhar as ideias!
Não estamos a discutir quando começa a vida nem se somos a favor ou não do aborto. Como poderíamos sê-lo? Ninguém, nenhuma mulher, deseja abortar de ânimo leve.
Espero nunca ter de passar por essa dolorosa decisão. Espero que a Mariana também não.
Mas espero que, se tal acontecer, a Mariana possa optar livremente no seu país, e procurar um local de saúde público onde seja clinicamente tratada e seguida, sem riscos para a sua saúde e sexualidade.
Claro que desejo que o Estado Português melhore o apoio à maternidade e paternidade (coisa que ainda está muito fraquinha!!!), melhore o planeamento familiar, melhore a informação e formação dos seus cidadãos.
Mas todos sabemos que um casal com uma vida sexual responsável, corre o risco de uma gravidez indesejada. Não há métodos 100% eficazes! Ou deverá o casal simplesmente recorrer à abstinência???
O que tem de mudar é a nossa forma de olhar para a realidade.
O aborto é praticado por todo o país, numa clínica privada sem recibo, numa cozinha, num vão de escadas. Não é pelo facto de ser proibído que este flagelo desaparece. E há muita gente que enriquece desta forma, abusando do medo, da vergonha, da insegurança das mulheres que não podem ir a Espanha.
Por este motivo, só nos resta o passo mais digno: dar a cada mulher, a cada casal, a liberdade de optar. É só isto.
Pelo futuro alegre e feliz dos nossos filhos!

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